Turismo de Base Comunitária

TBC_Interno

O território que abrange os municípios de Angra dos Reis (RJ), Paraty (RJ) e Ubatuba (SP) é o coração da mata atlântica! A construção da BR101 na década de 70 trouxe a ameaça crescente de grileiros e da especulação imobiliária. As comunidades tradicionais se organizaram politicamente para resistir. No centro da resistência, estava e está a luta pela terra. Novas ameaças ao modo de vida tradicional surgiram: o turismo predatório e o desafio de conviver com as regras das unidades de conservação sobrepostas às terras de mais de 50 comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras. São 15 unidades de conservação, maciços florestais, ilhas, mangues, restingas, lagunas, cachoeiras, rios, mar...

Neste contexto, o Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT) considera importante o desenvolvimento de um turismo sustentável, fundamentado na qualidade ambiental, no envolvimento comunitário e na gestão participativa, cultivando a cultura quilombola, indígena e caiçara. O contato e experiência dos costumes e valores dessas comunidades podem ser vivenciados pela gastronomia tradicional e diversa; nos costumes das danças, cantos e artesanato; nas vivências comunitárias com a pesca, a canoa e religiosidade. E como cenário, a beleza da mata atlântica com cachoeiras, praias, ilhas e fauna exuberantes.
O Núcleo de Transição Tecnológica do Observatório (OTSS), portanto, tem como estratégia a construção de uma rede de Turismo de Base Comunitária (TBC) no território, apoiando as comunidades no desenvolvimento dos produtos turísticos, na orientação das pessoas de referência em cada comunidade, na formulação e divulgação dos roteiros e na implantação de uma central de apoio ao TBC permanente no território. Para isso, essa equipe se pauta pelas melhores práticas do setor, pelo diálogo contínuo com as comunidades e pela gestão de uma ampla redes de parceiros.

O OTSS apoia o Fórum também no desafio de ser uma das organizações responsáveis por coordenar a formação da Rede Turisol – Rede Brasileira de Turismo Solidário e Comunitário. O FCT e o OTSS entendem que o próprio conceito de TBC está em disputa e defendem que o TBC não pode ser um nicho de mercado novo explorado pelas empresas de turismo convencionais; precisa ser concebido como uma estratégia de desenvolvimento econômico das comunidades, respeitando a preservação ambiental e cultural. Para isto, o protagonismo dos comunitários na formulação, gestão e execução dos empreendimentos de TBC é indispensável.

 

 

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