Equipe do OTSS participa da oficina do Programa Institucional de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Fiocruz

A oficina foi realizada durante os dias 20 e 21 de junho na Fiocruz Mata Atlântica em Jacarepaguá e buscou promover o fortalecimento das iniciativas territorializadas junto aos projetos da Fiocruz

Colaboradores da equipe do Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS) estiveram no Campus Fiocruz Mata Atlântica (CFMA), em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O lugar sediou a Oficina de Trabalho do Programa Institucional de Territórios Sustentáveis e Saudáveis (PITSS) com objetivo de elaborar o Termo de Referência do PITSS e propor um marco lógico institucional.

Convidados de diversas unidades da Fiocruz, por todo o país participaram do evento que compartilhou durante os dias de realização, as experiências nesse segmento. O trabalho do OTSS, territorializado e pautado pela luta do movimento do Fórum de Comunidades Tradicionais apareceu no evento como uma referência no que se refere ao assunto.

Promoção da saúde e do Bem Viver

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“A proposta do PITSS é colocar o trabalho territorializado como a única alternativa de promover o Bem Viver, à medida que se trabalha com um conjunto de dimensões para que haja qualidade de vida, saúde e direitos de cidadania garantidos”, destaca Edmundo Gallo, coordenador do OTSS. De acordo com ele, somente construindo processos de instituições como a Fiocruz, a partir das necessidades do território, se é possível trabalhar junto com os atores sociais dos territórios.

“Eu acredito que o PITSS pode fortalecer os territórios tradicionais de diversas maneiras e nós iremos monitorar esse fortalecimento por meio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU”, conta Vagner do Nascimento, liderança quilombola e coordenador do Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT) e do OTSS. “As ações que  desenvolvemos afetam de maneira positiva as comunidades tradicionais. Entre elas encontram-se: a garantia do território, direito à educação de qualidade, as questões de justiças socioambiental, a preservação da floresta, as águas, a agroecologia e tudo isso está muito ligado ao nosso modo de ser”, conclui.

“Esse programa  tem uma importância muito grande, uma vez que impulsiona um olhar mais estratégico para essa região, contrapondo a lógica hegemônica do capital e rebate nas políticas nacionais e globais. Acreditamos muito nesse processo para a garantia de territórios do bem viver”, finaliza Nascimento.

Leonardo Esteves, coordenador de gestão e governança do OTSS pontua que esse programa tem a finalidade construir diretrizes, objetivos e para que se institucionalize uma política de apoio aos projetos em territórios. “O PITSS é uma iniciativa que vai, sobretudo, apoiar e fomentar projetos e novos projetos nessa área. Não é o nosso objetivo que o que fazemos aqui em nossa região seja ampliado para outros territórios, o que queremos é que o OTSS contribua para outros processos em territórios sustentáveis e saudáveis, criando uma sinergia entre os projetos”, completa Esteves.

Para saber mais sobre essa iniciativa, acesse o link da Agência Fiocruz de Notícias

Texto: Vanessa Cancian
Fotos: Lin Lima/Campus Fiocruz Mata Atlântica
Editoração Eletrônica: Vanessa Cancian 

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